vendredi, novembre 23, 2007
Nem para suprir meu ego, consegui parar de roer unhas.
Eu me sinto vazio, como todos se sentem.

Quando você se considera forte, você não deixa de ser uma pessoa comum querendo uma vida longe do medo.

Na verdade o medo comum, por diferentes razões, mas sempre presente no reflexo de nosso espelho, em nossas unhas, em nossa incapacidade de ser melhor.

Até que você finja esquecer, e minta pra si ao dizer que você não liga com o seu reflexo... mas nem assim você consegue mais olhas nos seus próprios olhos.

E o que te mantém vivo?

A mentira que você inventou para você e as pessoas ao seu redor, ou a questão de ser egocêntrico o suficiente para resistir?

Você está sozinho, e o desespero mora com você.

Ali no fundo ainda tem Esperança.
sigur rós | gong


mercredi, novembre 21, 2007
o seu melhor não é bom suficiente para evitar as perdas.
a perda de si, a perda do que é importante, a perda do que você ama.
seus olhos mudam de cor, acrescentando um leve tom de vermelho ao que deveria estar branco. isso, quando você tem a sorte do vermelho não se impor a qualquer outra cor que seus olhos, agora opacos, deveriam possuir.
agora o amanhã é respirar, e se questionar se está realmente vivo, ou apenas respirando.
sim, você estará respirando, sozinho.
em seus dias sujos, com a mente estripada, e seu coração confuso que tecnicamente continua a bater, perdido, sem entender o por quê, sem aceitar a culpa.

ele vai continuar, mas não como foi em seus pequenos momentos de vida.

a esperança de ser maior do que um numero é apenas um reflexo de si mesmo em um espelho quebrado.

ainda bem que espelhos não refletem nosso interior.
é mais fácil conviver com defeitos corrigíveis do que com nós mesmos.

sigur rós ( )

lundi, octobre 01, 2007
o trabalho tem sido uma das poucas coisas que anda me dando uma certa... satisfação.
talvez pela minha incapacidade de lidar com algumas coisas na vida pessoal... ou como se diz no popular, ‘azar no jogo, sorte no amor’.
bem, também dizem que ‘a voz do povo é a voz de deus’, e como nunca me importo com Ele, creio que tudo é só um jeito novo de me conformar com algumas situações.
ou quem sabe, eu esteja realmente mudando.

muita pretensão para um monstro, não?

marilyn manson | putting holes in happiness

lundi, septembre 24, 2007
seja tão idiota quanto esperam que você seja.

você sempre vai ser o mal, e eles os bons. ;)

dimanche, septembre 23, 2007
já notou como em certos dias a lei de murphy parece ser a única coisa funcional?

você está parado no transito, e a fila ao seu lado anda. você vê carros passando, e você continua parado, até tomar a decisão de ir para a fila vizinha. quando você finalmente consegue entrar após excessivas buzinadas, a fila para. e a fila onde você estava, passa a andar.
outro exemplo do cotidiano?
você está no mercado, e obviamente, tem fila.
você vai para o chamado ‘Caixa Rápido’ esperando sair daquele lugar o mais rápido possível, porém, na sua frente, sempre tem algum ‘retardado’ (termo facilmente usado para definir nesses dias, qualquer pessoa). e sempre não encontra as moedas, tão almejadas pelos caixas, ou vêem as revistas e guloseimas como a maior e mais divertida forma de entretenimento de todo o mundo. mágico. você tem que esperar.
ouvir as piadinhas de mal gosto que você escuta desde que você se lembre como ‘gente’.

mas esses, dentre tantos outros exemplos, me fazem pensar: seria aquele dia realmente ruim, ou o modo como vivi ele me fez sentir que murphy estava no meu pé?
todos os dias faço coisas que não gosto, falo o que não gostaria ou pior: deixo de falar.
será que o modo como vivenciamos nossa própria vida, não esteja presa simplesmente ao modo como estamos nos sentido naquele dia?

você não precisa ter tudo para se sentir bem, só precisa apreciar o que tem para sentir que tem tudo.

o difícil mesmo é brincar de tao.

mercredi, septembre 19, 2007
Eu tento ser aquilo que fui criado para fingir ser
Controlar o erro que querem que eu ignore
Eles esperam que eu cometa novamente o crime
Antes mesmo de minha passividade se esgotar
Antes mesmo da minha vida doer

Dizem-me que posso cair se eu perder o controle
Mas o que ninguém percebeu é que meu rosto vive sujo de terra
e minha alma apodreceu muito antes do meu corpo

Ignore, sempre existe uma dor maior do que a sua

Sou jovem demais para merecer confiança
e velho demais para se deprimir

Você sabe, eu tenho o controle
Vou amadurecer e a dor vai passar
Ignore, e tudo estará bem


Eu quis ser importante
(todos querem)
Eu quis existir além da minha dor
(todos fracassam)
Eu tive medo de ser punido por ultrapassar os limites
Entre o certo e o errado, o querer e fazer

(o muro que criamos além de nós,
precisamos nos proteger de quem amamos
)

A causa dita nosso curso de ação
O efeito a conseqüência de se perder no caminho
Quando criança brinquei de Deus e enfiei o dedo na tomada
Como adulto, brinco de roleta russa
e suspiro entediado quando percebo que estou respirando
suficientemente forte para ajudar o tempo a terminar aquilo
que digo de peito cheio, prezar.

Se não existissem os sorrisos
Braços amorosos, mentes (confusas)
para me guiar
Por que ainda estaria aqui?

Vou esperar e aprender a ignorar a dor
Eu posso, eu ainda posso
(ignorar o tempo)

Controlo o erro que querem que eu ignore
Mas me lembre agora:
Era para o bem de quem?

mercredi, septembre 12, 2007
vejo. lembro. (raiva). relembro. (tristeza). revejo. (finjo). sorriso.

minto?

slipknot | welcome

lundi, septembre 10, 2007
Aguardo de meus lábios palavras frescas
e deitado na pureza do dia em que se morre
Lembre-me suas palavras de alento
Conte-me suas palavras mudas
Cala teu coração (pequeno espaço em ruínas)
Põem teu corpo sob o meu
(o meu de pé sob a terra, a morrer)
e semeia teu intimo destino involuntário
(Silêncio)
E de repente uma lagrima cor de terra
Palavras tremem
Tremo, me perco
E nem percebo bem porque o faço
O beneficio não justifica os riscos que corro
(impulso, nada consciente)
Será talvez para punir
(ou para me perder em mim?)
Como posso sustentar teu sorriso
se apodreço no impulso a cada dia que passa?
Como perder em demasia palavras que buscam o seu sentir absoluto
se minha boca nada consegue fazer para alcança-la?

sigur rós | gong

jeudi, août 30, 2007
vontade de viajar.
sair da rotina, e pensar.
pensar no quanto mentimos para nós mesmos, ou nas pessoas que perdemos, levadas por isso.
poder olhar pelo retrovisor a sensação de falta de ar, a amizade desafiada enraizada no medo, a tentativa de suportar a falta.
descer pela estrada, como o choro de um rio, deixando tudo para trás... mas sei que sempre tem uma grande mulher para me lembrar daquilo que não consigo, aquilo que sou.
e quem sabe com sorte, o que quero ser.

tomara que no final dessa estrada tenha um precipício.

interpol | the new

dimanche, août 26, 2007
you sigh low tonight
you're so alone
you're so
you sigh low tonight
you're so alone
you're so
you're so low
you're so alone
you're so
you sigh low
you sigh low
you're so
(you're so)

you sigh low tonight
you're so alone
you're so
you sigh alot and fight
you're so lost
you're so
you fight so low
you're so alone
you sigh low
your sighs are low
you're so


é isso e mais nada.

vendredi, août 17, 2007
Não existe sentimento além de mascaras. Não sei pq tento explicar ao nada, que nada é tudo que importa, desde que vc tenha perdido.
Que o subliminar não passa da fidelidade de um gato à sua casa:
Lugar onde vc finge estar seguro, lugar onde vc finge estar feliz.
Não sou um exemplo, a menos que o exemplo se baseie no fato de uma pessoa ter acesso a vomitar na internet aquilo que não entende, aquilo que se tenta conciliar, a mentira que contamos à nós cada vez que nós torturamos ao lembrar que fazemos parte disso.

Disso.

Disso que mal entendo, que me fecha e me faz mentir pra mim mesmo dizendo que sempre tem esperança, que sempre vai ter um novo corpo,uma nova cabeça, um novo sentimento.

E no final, não sabemos apenas ser felizes.

mardi, juillet 24, 2007
lembrar é perigoso... eu vejo o passado como um lugar cheio de ansiedade.
o ‘pretérito imperfeito’ como alguns chamam.
as memórias são traiçoeiras... num momento você está perdido num carnaval de prazeres, com aroma de infância, os néons da puberdade...
no outro, elas te levam a lugares onde a escuridão trazem a torna coisas que você gostaria de esquecer!
as memórias podem ser vis, repulsivas, brutais... como crianças.
mas podemos viver sem elas?
a razão se sustenta nelas.
não encarar as memórias é o mesmo que negar a razão.
mas e daí?
quem nos obriga a ser racionais?
assim, quando você estiver dentro de um desagradável trem de recordações, seguindo para lugares do seu passado onde o grito é insuportável... lembre-se da loucura.
loucura é a saída de emergência!
você só precisa dar um passo para trás e fechar a porta com todas aquelas coisas horríveis que aconteceram... presas lá dentro para sempre.

marilyn manson | if i was your vampire

jeudi, juillet 12, 2007
eu odeio ainda sentir ciúmes.
tento me convencer de que nossa amizade é mais forte do que isso, mas o que sinto me diz que estou errado. e profundamente desapontado por mentir.
aqui nesse buraco que carinhosamente chamo de ‘coração’, ainda permanece as negações e o solitário fim que me enche de rancor.
mas esse rancor é fraco, auto destrutivo.
fico buscando motivos para alimenta-lo, e os encontro.
mas tem coisa que a gente sente que é maior do que tudo isso.

e isso é uma merda.

tool | the grudge

lundi, juillet 02, 2007
depois de um tempo confinado em um lugar que me sentia seguro, fui devolvido ao mundo, entre palavras ásperas, mas sinceras.
se isso é bom? talvez.
vai ver o bom mesmo é dar valor ao fútil, mesmo que meu coração sangre dizendo o contrario.
só sei que voltei a ativa, ou ‘acordei’ do sonho, se preferir.
agora, uma piadinha:
um cara entra em um bar, e pede uma cerveja.
dentro desse bar, estava crianças em excursão com suas professoras preocupadas, convenção de freiras e todo tipo de vitima social.
então de repente o cara vira um tubarão e começa a chacinar todos, sangue voa, vísceras aparecem e passam a fazer parte da decoração do local, então o cara pega um saleiro e começa a matar o barman enquanto grita ‘batata para acompanhar, por favor.’
entenderam?
pois é, eu também continuo sem entender, e por mais que minha boca diga o contrario, talvez nunca entenda.
well, que ao menos meu cérebro haja de forma inesperada novamente, para que assim eu possa esquecer.

mercredi, juin 27, 2007
sinto como se tivesse regredido a minha infância, quando pessoas eram apenas parte de um mundo do qual não me sentia parte.
talvez algumas coisas nunca mudem.
estou me sentindo sozinho e hoje queria colo... mas não vou ter, não posso ter.
não consigo ver os olhos das poucas pessoas que fazem parte do meu mundinho, por que eu me lembro de tudo. me lembro inclusive, nos mínimos detalhes, como tudo chegou onde está.
a única coisa que ainda não consigo lembrar é: desde quando fiquei tão passivo?
sempre fui auto suficiente, mesmo quando criança, nunca precisei de ninguém... porque mudei tanto?

apc | passive

mercredi, juin 13, 2007
as nossas escolhas para não infligir sofrimento não são satisfatórias para nós, tão pouco são compreensíveis, a não ser que o resultado inesperado seja inocente e não o ofenda. sem duvida, preciso contornar a zombaria dessa epifania, enquanto esse silencio sufocante não me diz nada que possa desviar meu olhar Dela.

tão imóvel estás.
tão imóvel estás!

travis | pipe dreams

dimanche, juin 10, 2007
Já teve a sensação de estar preso em uma caixa de areia?
Nada parece ser divertido o suficiente, apesar de saber que isso e errado. Muito errado.
Sem nunca levar a serio os avisos (ainda sou dono das minhas mentiras, não sou?), fico sentado, esperando.
provehito in altum?...

hoje não tem redenção para vender. (:

aqualung | strange & beautiful

mardi, mai 22, 2007
All that I keep thinking throughout this whole flight / Is it could take my whole damn life to make this right / This splintered mast I'm holding on won't save me long / Because I know fine well that what I did was wrong

The last girl in the last reason to make this last for as long as I could / First kiss in your first turn that I felt connected to anything

The weight of water, the way you told me to look past everything / I had ever learned /The final word in the final seconds you ever learned to me was
love

snow patrol | make this go on forever

ah é, e eu sou o papai noel manco de mongaguá.

lundi, avril 23, 2007

Prólogo.

xamãs de um passado distante, costumavam cruzar o deserto glacial do tadjiquistão, querendo exorcizar seus demônios através do tormento da carne.
ao final da jornada, os sortudos, ou abençoados, encontravam iluminação e autoconfiança.
a maioria deles, porém, descobria que teria sido melhor exorcizar seus demônios em seus próprios lares. era essa a iluminação que lhes vinha antes da morte.
fim do prólogo.

inicio da queda?


após meses tentando me redimir de um ato que acredito ter amaldiçoado minha alma, eu havia me convencido de que de alguma forma, esse mal foi expirado. acreditei que meus atos haviam exonerado meus crimes passados.
mas eu sei que me enganei. do contrario, as pessoas que eu amo não estariam tão traumatizadas.
muito traumatizadas.

apoptygma berzek | lost in translation

mercredi, avril 18, 2007
como pode doer tanto?